Cléa Sá

Autobiografias

O gosto pelas biografias, autobiografias e memórias vem com a idade, me parece. Comigo foi como aconteceu. Não sei se é o gosto de observar a vida alheia, (vide o sucesso dos BBB), se é tirar lições de outras experiências, se é conhecer situações totalmente diferentes das nossas, enfim, não sei. Sei que gosto muito de ler memórias, biografias e autobiografias. Alguns dizem que as autobiografias nunca são verdadeiras, que as pessoas só mostram o que têm de melhor, e há muitas críticas nesse sentido. Que a memória é seletiva, sabemos todos nós. Que tendemos a lembrar de coisas que nem aconteceram, sabemos nós. Imaginamos ou vivemos? Dizem alguns psicanalistas que se lembramos, é verdadeiro. Enfim, verdadeiro ou falso, é bom ler memórias. E vou citar algumas que já li e gostei muito. Quem sabe alguém cria gosto pelo gênero? “Memórias, sonhos, reflexões”, do Jung, já li e reli muitas vezes. As “Confissões de Santo Agostinho” é um livro que gostei muito de ter lido e ando com vontade de voltar a ele. “A autobiografia de um iogue”, de Paramahansa Yogananda, que ganhei de uma amiga há muitos anos, nos revela um outro modo de viver e o encanto de uma religião oriental. E tem muito mais. Sem comentários vou citar “Meu último suspiro”, de Buñuel, “O tempo da memória”, de Norberto Bobbio, “O afeto que se encerra”, do Paulo Francis (nele, você conhece um outro Paulo Francis), “Confesso que vivi”, de Pablo Neruda. Fico por aqui. Espero que algumas dessas sugestões sejam aceitas e até o próximo “Vamos Ler?”

Postado em 16/01/2009

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