Cléa Sá

Sierguei Iessiêni

Até logo, até logo, companheiro,

Guardo-te no meu peito e te asseguro:

O nosso afastamento passageiro

É sinal de um encontro no futuro.

 

Adeus, meu amigo, sem mãos nem palavras.

Não faças um sobrolho pensativo.

Se morrer, nesta vida, não é novo,

Tampouco há novidade em estar vivo.

 

Tradução de Augusto de Campos

(Estes versos foram escritos pelo poeta com o próprio sangue depois de cortar os pulsos. Em seguida, enforcou-se, em 28 de dezembro de 1925, em Leningrado, hoje São Petersburgo.)

 

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