Cléa Sá

Rubayat

Omar Khayyam

I

Sabes que nenhum poder

possuis  sobre teu destino.

Por que te causa ansiedade

a incerteza do amanhã?

 

Pois bem, se és homem sábio

goza o momento atual.

E o futuro? Quem conhece

o que te está reservado?

II

 

Eu não temo a Morte. Até

prefiro esse inevitável

que a própria Vida impõe

no momento de nascer.

 

Afinal, o que é a Vida?

Um bem a mim confiado

sem me consultar. E que eu

devolverei indiferente.

 

III

 

A vida passa, caravana rápida!

Freia o cavalo, busca tua ventura.

Por que estás triste, minha bela? Vamos

traze-me vinho, que a noite já vem.

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Omar Khayyam nasceu, provavelmente, em 1050, na Pérsia, atual Irã. Vivendo em uma época de guerras e disputas religiosas, o poeta revelou-se um inconformista.  Seu único livro de poemas que chegou até nós, Rubaiyat, foi traduzido para todos os idiomas cultos e encontrou acolhida em todos os que não se adaptam a atitudes estudadas e postiças bem como à prepotência e a tirania.

 

 

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