Cléa Sá

Auge

A mulher está perfeita.

Morto,

 

Seu corpo mostra um sorriso de satisfação,

A ilusão de uma necessidade grega

 

Flui pelas dobras de sua toga,

Nus, seus pés

 

Parecem nos dizer:

Fomos tão longe, é o fim.

 

Cada criança morta, uma serpente branca

Em volta de cada

 

Vasilha de leite, agora vazia.

Ela abraçou

 

Todas em seu seio como pétalas

De uma rosa que se fecha quando o jardim

 

Se espessa e odores sangram

Da garganta profunda e doce de uma flor noturna.

 

A lua não tem nada que estar triste,

Espiando tudo de seu capuz de osso.

 

Ela já está acostumada a isso.

Seu lado negro avança e draga.

 

Sylvia Plath

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