Margaret Bourke-White, pioneira do fotojornalismo

Três décadas antes da Revolução Sexual e da intensificação dos movimentos feministas na Europa e nos EUA, uma fotógrafa se destacou numa profissão até então reservada aos homens: Margaret Bourke-White. Se é verdade que Gerda Taro, mulher do mítico Robert Capa, bateu lindas fotos durante da Guerra Civil Espanhola e teria um grande futuro pela frente se não tivesse sido morta no conflito, ainda assim teria “perdido a corrida” para Bourke-White.

Margaret já havia retratado com delicadeza, assim como Dorothea Lange, a Grande Depressão nos Estados Unidos, para a revista Life. Com isso, se creden

ciou para ser a primeira mulher jornalista a ter permissão oficial para fotografar em território soviético, na década de 1930. Já respeitada, teve também credenciais de importantes revistas e jornais da época para cobrir a Segunda Guerra Mundial, onde retratou de forma impressionante a libertação de prisioneiros judeus dos campos de concentração nazistas.

Depois disso, Margaret cobriu ainda diversos outros conflitos, além de produzir séries sobre industrialização e arquitetura. Eu a imagino bonita, independente andando pelo front com a câmera na mão, interagindo com o ambiente…imagem rara naquela época. Quando o profissional está focado na imagem, independente de quem quer que seja, ele só quer passar despercebido, dessa forma ele consegue ficar à vontade para cumprir sua meta. Mais um ponto para ela.

Margaret Bourke-White teve de interromper cedo seu trabalho, aos 50 anos, devido ao mal de Parkinson. Viveu até os 67 anos e deixou um legado importantíssimo para a fotografia, e também para nós mulheres, com imagens raras e belas

2 Responses para “Margaret Bourke-White, pioneira do fotojornalismo”

  1. Denise Gomide
    20/04/2013 at 20:51 #

    Gente, demais!!!