Manuel Álvarez Bravo. O fotógrafo sincero


Mais do que simplesmente apertar um botão, fotografar é registrar em película (hoje em pixels) a alma do objeto ou pessoa fotografada. Não se trata de roubar alguma coisa de alguém, mas expressar por meio da imagem algo além da aparência. Manuel Álvarez Bravo, ícone da moderna fotografia mexicana, soube como poucos trabalhar a forma e a textura do branco e preto para retratar a tão latino-americana cultura da mistura de europeus e indígenas do continente.


Nascido numa família de artistas e jovem estudante de pintura na Academia de San Carlos, desde cedo Bravo se interessou pela fotografia. Sua passagem do pictórico para documental se deu ainda nos anos de 1920 a 1930. Longevo, viveu cem anos entre câmeras e filmes até nos deixar em outubro de 2002. Para ele, “o importante em um fotógrafo é sua obra, sua sinceridade, sua capacidade de transcender o plano documental para alcançar a plenitude humana”.


Ainda na década de 1930, substituiu Tina Modotti, deportada do país, na revista Mexican Folkways e se aproximou de muralistas como Diego Rivera, marido da famosa pintora Frida Kahlo, de quem fez alguns dos mais conhecidos retratos. Além dela, outras importantes figuras da época foram clicadas por Bravo, como Trotsky, André Breton, Carlos Fuentes e Sergei Eisenstein. Nús femininos, anônimos, índios, animais e experiências com negativos, objetos e plantas também fizeram parte de sua imensa obra.

Veja mais em http://www.manuelalvarezbravo.org/

3 Responses para “Manuel Álvarez Bravo. O fotógrafo sincero”

  1. CLÉLIA
    05/06/2014 at 19:58 #

    Adorei as fotos.
    O preto e branco e suas nuances nos reporta a antigamente e deixa as fotos muito lindas..

  2. Carmen
    01/06/2014 at 22:35 #

    E eu não o conhecia. Valeu muito, Maria Eugenia.

    • maria eugenia
      04/06/2014 at 13:13 #

      Também gostei Carmen, ele é realmente um fotógrafo extraordinário,