Lorca, um desbravador da imagem


German Lorca é um ícone da fotografia modernista no Brasil, com suas formas e sombras, ora sensuais, ora quase surreais em preto e branco.  Além disso, viveu uma “época de ouro” da intelectualidade artística nacional, convivendo com outros fotógrafos como Thomaz Farkas, Peter Scheier, Geraldo de Barros e José Yalenti, no pioneiro Foto Cine Clube Bandeirante. Com eles, o talento de Lorca ajudou a derrubar a falsa barreira entre fotografia e artes plásticas, com uma estética ousada na qual abusa de imagens em movimento, naturezas mortas, nus e paisagens onde as formas geométricas dominam a cena. 

Nascido no mesmo ano da Semana de Arte Moderna de São Paulo (1922), sua obra tem uma imensa ligação com a cidade, tanto que foi o fotógrafo oficial das comemorações do IV Centenário, em 1954.  A década de 1950, aliás, foi fundamental em sua vida, quando largou definitivamente o emprego em um escritório de contabilidade para se dedicar integralmente às artes visuais. 

No livro “German Lorca”, que reúne boa parte de suas fotografias, ele conta que, “o pessoal falava que foto tremida e fora de foco não era foto”. Ainda bem que estavam errados.

Curioso sobre a obra do artista e seus colegas modernistas? Vale a pena visitar a exposição “Moderna para Sempre”, que reúne 118 fotos deles no Itaú Cultural, na Avenida Paulista 149. De 25 de janeiro a 9 de março de  201

Sem comentários ainda.