José Manuel Ballester, um fotógrafo vagando pelo tempo e espaço


 
As fotografias de José Manuel Ballester têm a capacidade de extrair uma certa singularidade de espaços abandonados, gerando dentro de nós uma mistura de paz e solidão. Suas imagens evocam sentimentos únicos de estranhamento diante de lugares aparentemente comuns. Assim, suas fotos nos mostram como elementos estruturais dos edifícios, das escadas, colunas, pontes, viadutos, navios, podem resultar em algo elegante e impecável, onde curvas elaboradas e simetria de formas são constantes.

 
Temos, ainda, delicadas imagens captadas em que se confrontam luzes ora suaves, ora fortes, sobrepondo-se a algumas imagens. Tudo parece nos mostrar a grandeza de um mundo onde o homem é apenas coadjuvante, já que na maioria das imagens não há figuras humanas. Há apenas um espírito de inquietação vagando em cenários quase metafísicos. A arquitetura industrial e a paisagem aparecem como refúgio, abrigo e proteção para o ser humano que já não está lá.


Nascido na Espanha e com formação em artes, Ballester começou sua carreira na pintura, mas cedo trocou os pincéis e tintas por outra forma de lidar com com a luz. Sua mais nova exposição “Allumar”, que acontece a partir do dia 28 de fevereiro no Museu da Eletricidade em Lisboa, é fruto dessa escolha. O título da mostra é exatamente o verbo “iluminar”, no idioma da população das Astúrias, onde viveu entre 2010 e 2013 e bateu mais de 5.000 fotografias para escolher agora as 40 expostas na capital portuguesa.
 
Mais informações em http://www.fundacaoedp.pt/exposicoes/allumar-jose-manuel-ballester/195

Uma opinião para “José Manuel Ballester, um fotógrafo vagando pelo tempo e espaço”

  1. Sonia Bastos
    22/03/2015 at 23:38 #

    Grata, gratíssima por este presente [as fotografias].