Gui Veloso, Entre a Fé e a Febre


Entre fé e febre, Gui Veloso tem um árduo caminho a percorrer .


Nesse ensaio, a crença naquilo que não se vê é retratada em imagens mágicas através de populações invisíveis. Gentes e lugares onde a esperança em algo além de nós mesmos é condição indispensável para a sobrevivência.

Muitas dessas comunidades fazem seus próprios rituais de oração, de maneiras muito particulares. Algumas das práticas remontam à Idade Média, como as ordens de penitentes que saem em procissão encapuzados envoltos em mantos brancos noite adentro.

A captação das imagens, iniciada em 1998,feita exclusivamente com máquinas analógicas. Contou com um sistemático estudo prévio, cansativas negociações com grupos religiosos extremamente fechados e secretos – alguns pela primeira vez documentados, além de regulares visitas a oito Estados do Norte, Nordeste e Centro-oeste.

A força estética desse trabalho ultrapassa a própria imagem. Ela nos conduz a um mundo a parte, onde o estranho caminha ao lado do fascinante.

O ensaio é muito mais que um exercício de linguagem fotográfica, é parte de uma história que precisa ser registrada, documentada, vista e conhecida para não morrer junto com seus últimos praticantes. No fundo, também uma questão de fé.

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