Duane Michals e suas sequências fotográficas

Nem todo autor acredita no conceito de foto unária, de Roland Barthes, aquela em que tudo é dito numa única imagem, sem a necessidade de textos ou qualquer outro recurso. Alguns trabalham com as chamadas tríades, conjuntos de três fotos que se complementam. Outros, usam sequências maiores, múltiplas exposições e informações gráficas diretas na imagem. Esse é o caso de Duane Michals, americano de origem eslovena nascido em 1932 e ainda em atividade.

Trabalhando sempre sobre negativos, Michals brinca com o movimento, o surrealismo, o inesperado, em histórias que remetem a suas raízes e discutem temas como família, solidão, encontro e sexualidade. Por anos trabalhou como designer gráfico, até que, em uma viagem à Rússia em 1958, se apaixonou pela fotografia. Suas fotos de pessoas comuns e situações inusitadas conquistaram a crítica da época, resultando na sua primeira grande exposição.

Michals fotografou para várias revistas como Esquire, Mademoiselle e Vogue. Ele também retratou as filmagens do filme O Grande Gatsby original e fez capas de discos como a da banda The Police. A inovação das sequências que lhe são tão características surgiu ainda nos anos 70. Fotógrafo premiado, Michals usa as imagens a seu favor por aliá-las às mais imprevisíveis histórias e sensações.

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