André Kértesz, muito além do seu tempo


Iniciou sua carreira como fotógrafo de rua, e desde então seu objetivo era transformar cenas comuns em ângulos e formas especiais. Autodidata, sempre foi fiel àquilo em que acreditava: “O que eu sinto, eu faço”, dizia.
Entre 1914-1915, quando estava servindo ao exército austro-húngaro, documentou os campos de guerra na Europa central, o que fez com grande maestria. Registros igualmente impactantes de uma guerra feroz.


Mas foi em 1933, passando uma temporada na França, que Kértesz produziu uma das mais belas séries da fotografia, “Distortions”, que incluiu 2 modelos russas e diversos espelhos. Essa distorção era resultado de em um burilado trabalho de criação, uma outra linguagem, muito além de seu tempo. Tudo é belo, inclusive distorcido, mais que imagem, postura, reflexo, eis aqui um prato cheio para qualquer filósofo…
Suas fotos são reflexo de sua postura. Kértesz se entregou profundamente para cada imagem, em um trabalho honesto e sem amarras . A vida para ele, era muito além do que realmente é..

Sem comentários ainda.