Regina Motta

Salvador Dali

SALVADOR DOMINGO FELIPE JACINTO DALÍ I DOMENECH, assim mesmo, era o nome do completo e complexo artista catalão. O Marquês de Dalí e Púbol.

Nascido em Figueres, Catalunha, Espanha, em 11 de maio de 1904, ali faleceu aos 84 anos, em 23 de janeiro de 1989.

Filho da classe média e nobre da Espanha, mimado pela mãe Felipa que o incentivou a seguir as artes, Dalí tinha um temperamento apaixonado e sonhador, e vejam só, subversivo, no sentido literal da palavra. Contestador, reformador da sociedade, dominador, surrealista.

DALÍ foi pintor, escultor, ilustrador, cineasta, sempre criativo e brilhante produziu cerca de 1.500 obras.

DALÍ iniciou seus estudos artísticos na sua cidade natal onde expos com sucesso, aos 16 anos.

Seguiu para Madri , em 1921, onde cursou a Academia de Artes de San Fernando. Sua figura excêntrica chamava a atenção na escola e nas ruas. Circulava vestido com extravagância, cabelos longos, roupas coloridas, calças curtas… Foi expulso da academia em 1926, após seus exames finais, pois criou uma grande polêmica sobre a competência de seus examinadores.

Nessa época introduziu-se na arte da ilustração, onde foi brilhante. A mais famosa é a coleção de 100 pranchas em gravura que elaborou para ilustrar a Divina Comédia de Dante de Alighieri, editada em 1959 por Joseph Forêt. Na série DALÍ reverencia suas raízes surrealistas, as angústias vividas pelo homem contemporâneo sugerindo mesmo uma análise psicanalítica do mundo espiritual. O belíssimo trabalho não foi aceito, pois era exclusivamente para artistas italianos. DALÍ presenteou sua amada GALA com a “P/A”-Prova do Autor- e em 1976, a obra foi vendida a um colecionador brasileiro.

Conhecido como o maior pintor surrealista na História da Arte, DALÍ não participou da primeira exposição de apresentação da nova tendência artística em Paris (1920). Foi “barrado”, por motivos políticos, pelo curador André Breton. Não se sabe se por convicção ou por galhofa, muito ao seu estilo, enviou uma carta ao General Franco elogiando o regime. O mesmo fez com a resistência. Portanto, o que era, afinal?

Em Paris onde residiu após Madri, conheceu grandes artistas e foi fortemente influenciado pelo Dadaísmo, Simbolismo e Cubismo. E foi em Paris que definiu sua figura emblemática mundialmente conhecida. Cabelos lustrosos, olhos fortemente destacados e o famosíssimo bigode, longo e revirado.

Dali foi também um cineasta. Colaborou em filmes de Disney, Alfred Hitchcock e Louis Buñuel- onde conheceu sua musa GALA (então casada com o poeta Éluard). Viveram juntos desde 1929, casaram-se em 1934 e tiveram uma filha, Cécile.

Residiram algum tempo nos Estados Unidos de onde saíram como “persona non grata”.

De volta à Catalunha, em 1960, vivendo em um castelo, com muito veludo e dourados bem ao estilo DALÍ, o artista trabalhou na construção do TEATRO-MUSEUM SALVADOR DALÍ, local onde seu corpo foi velado e está sepultado.

O SURREALISMO surgiu como Arte Selvagem seguindo o postulado de André Breton,” a subversão é o mote da atividade surrealista”. A Escola ficou espremida entre duas grandes expressões o Cubismo e a Abstração.

Chamada Arte dos Loucos, Arte Selvagem, Arte Mediúnica, Arte Espontânea, é a Arte em que se destacaram SALVADOR DALÍ, Joan Miró, René Magritte, Augustin Sesage, Paul Klee entre outros.

DALÍ traz ao SURREALISMO uma contribuição revolucionária reforçada pela participação crítica da inteligência.

Todos nós temos um pouco da loucura do mestre DALÍ.

Referências:

” A Divina Comédia de Salvador Dalí”- Ana Maria Magalhães- Coleção Lover Ibaixe-

Ed. Cãmara dos Deputados-Brasília 2002.

“Le Surréalisme”-Colletion Histoire de L´Art- Histoire Géneral de la Peinture.

Ilustrações –Internet,

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