Regina Motta

PASSEANDO POR BRASÍLIA

Brasília, fundada em 21 de abril de 1960 é Patrimônio Cultural da Humanidade desde 07 de dezembro de 1987.

Foi traçada pelo arquiteto Lucio Costa (1902-1998) e o Projeto aprovado em concurso.
O Presidente da República Juscelino Kubitschek (1902-1976) idealizador da mudança da capital do país para o Planalto Central, convidou o arquiteto Oscar Niemeyer (1907-2002) que lançou sobre o cerrado seus prédios brancos e retilíneos como uma obra de arte. Para completar os imensos espaços abertos entre os prédios monumentos, surgiram os gramados e esculturas verdes de Burle Marx (1908-1991). Essa combinação de talentos tornou Brasília uma cidade museu.

E não parou por aí.

Com os espaços definidos, prédios prontos, fez-se necessário transformar a cidade, inicialmente fria, em museu em céu aberto, proporcionando aos seus moradores momentos de contemplação e deleite com belíssimas obras de arte.

Convido a todos para um agradável passeio virtual pela Brasília artística e suas obras ao ar livre.



Partiremos do Centro Cívico do País, a Praça dos Três Poderes.
Ali estão os “Guerreiros”, mais conhecidos como os “Candangos”, unidos na monumental obra em bronze do escultor Bruno Giorgi (1905-1993) como guardiões do amplo espaço.
Voltado para o oeste ergue-se um mural de onde sobressai a face de Juscelino, obra em mármore, de José Alves Pedroza (1915-2002) e se lê a mensagem do Fundador saudando a nova cidade.

Pouco mais adiante, o Marco Brasília.
No limite do espaço está o Panteão da Pátria e da Liberdade Tancredo Neves. Ao seu redor, está a “Herma de Tiradentes”, obra de Bruno Giorgi, junto à rampa de acesso ao monumento. Abaixo do vitral de Marianne Perretti, está a “Pomba”, escultura em ferro pintado de branco, da mesma autora.

Pela Praça ainda se vê o “Pombal” escultura em concreto de Niemeyer e a Pira da Pátria, com sua chama perene.
No Lado direito da Praça, lado sul, está a “Justiça”, belíssima escultura em mármore de Alfredo Ceschiatti, em frente ao Supremo Tribunal Federal.

Descendo por aquele lado do Eixo Monumental alcançamos o Palácio do Itamaraty pousado sobre belo espelho d´água onde parece flutuar o imponente “Meteoro” em mármore branco, obra de Bruno Giorgi.

Logo chegaremos à Catedral de Brasília erguendo aos céus suas lâminas em concreto brancas zelosamente protegidas pelos quatro “Evangelistas” esculpidos em bronze por Alfredo Ceschiatti.



Seguindo pelo Eixo Monumental, pelo canteiro central, passaremos á parte Oeste do Plano Piloto e logo avistaremos bela escultura em ferro policromado, na frente do pioneiro Hotel Nacional.

Seguindo pelos jardins de Burle Marx, recentemente recuperados, poderemos descansar na Praça da Fontes e logo estaremos na base da Torre de Televisão, onde se vê a escultura em ferro pintado intitulada “Berimbau”.

Em frente ao Centro Esportivo, atravessando o Eixo Monumental, junto ao Ginásio Nilson Nelson, próximo à pista está o símbolo olímpico em mármore, sobre um pedestal, escultura de Bruno Giorgi.

Voltando ao canteiro central logo veremos o Buriti, palmeira símbolo do cerrado, plantado em 1969 e que deu o nome à ampla praça onde está plantado e ao Palácio do Governo local. Em 1985 a árvore foi tombada como Patrimônio Histórico.

De novo, do outro lado do Eixo Monumental, em frente ao Palácio do Buriti, sobre pequeno pedestal de Mármore está a réplica da escultura “Loba com Rômulo e Remo”. A peça foi doada pela prefeitura de Roma à Brasília, decretadas Cidades irmãs.

Logo alcançamos o belo Memorial ao Fundador da Cidade, Juscelino Kubitschek.

À frente, um majestoso pedestal de 28m de altura abriga a figura do fundador, escultura em bronze de autoria de Honório Peçanha (1907-1972). Na área verde frontal, uma escultura do casal Kubitschek parece conversar.
Bem à frente, enormes “Esferoides” em aço vazado e pintado em cores vivas de autoria de Darlan Rosa dão vida ao espaço.

Mais adiante, à esquerda do Eixo Monumental, entraremos para o Setor Militar Urbano onde seremos surpreendidos pela belíssima Praça Cívica, mais conhecida como Praça dos Cristais, obra de Burle Marx e do escultor Haruysoshy Ono.


Voltando pelo lado esquerdo do Eixo Monumental para junto da Rodoviária a suntuosa pirâmide do Teatro Nacional Claudio Santoro nos espera com sua fachada sul trabalhada em relevos de concreto de autoria de Athos Bulcão.

No extremo leste do Plano Piloto está o Palácio da Alvorada. Em seu jardim junto à fachada, brincam, longe do olhar do público, as “Iaras”, mais conhecidas como “as meninas”, esculturas em bronze de Alfredo Ceschiatti.

Espalhadas por espaços nobres encontraremos belas esculturas de Omar Franco, trabalhadas em ferro retorcido e policromado, como que sentindo a força do vento do cerrado.
No Centro Cultural do Banco do Brasil – CCBB, mais obras de Darlan Rosa, esferas e o Projeto Casulo que se espalha pelo gramado fazendo a alegria das crianças – e adultos.
Nos caminhos do Lago Sul, mais um esferoide de Darlan Rosa enfeita a área verde em frente ao Pontão do lago.

Na entrada da Península dos Ministros é a vez de Betty Bettiol mostrar sua arte em bela escultura de ferro.


A frente da entrada do Iate Clube de Brasília ostenta grande escultura em ferro pintado bicolor, obra de Mário Cravo (1923).

Fora de Brasília ainda poderemos apreciar a escultura em frente à Casa do Cantador, na Ceilândia e a estátua de Juscelino no Catetinho, na saída Sul, próximo ao Gama.

E na divisa de Goiás com o Distrito Federal, veremos o marco Zero do DF.

E mais, a natureza de Brasília agradece e enfeita a cidade com seus belos Ipês e coloridos Flamboyants.

Obrigada pela companhia, até breve!

REFERÊNCIAS:
-Projeto de Cooperação Técnica Internacional/ Patrimonial e Turismo em Brasília/
UNESCO/SETUR/DF
-BRASÍLIA 50 ANOS -Ed. Correio Braziliense;
-BRASÍLIA-1960 2010-Passado Presente Futuro- TERRACAP-GDF-50 anos;
-Secretaria de Cultura do GDF;
-Sites internet;
-Fotos Internet.

2 Responses para “PASSEANDO POR BRASÍLIA”

  1. maria eugenia
    04/11/2014 at 19:34 #

    belas imagens, e também tem aquele céu cor de rosa que só se acha em Brasília…

  2. Cléa Sá
    Clea
    03/11/2014 at 16:13 #

    Regina

    Depois desta sua matéria fiquei com vontade de sair passeando por Brasília tendo você como guia. E vou fazer isso, com certeza. Belo post. Abraços
    Cléa