Cléa Sá

Lêda Watson

O Atelier de Lêda Watson na quadra 504 da W3 Sul em Brasília foi um “point” cultural dos anos setenta e oitenta na cidade.

LÊDA  reunia à sua volta artistas, professores de arte, críticos, “marchands”, colecionadores, diplomatas e seus alunos de gravura.  Era um rebuliço criativo e organizado. LÊDA transmitia a complexa e apaixonante técnica da gravura em metal com rigor. Era exigente, perfeccionista como se há de ser na gravura, mas estimulava seus pupilos com exposições e mostras diversas.

Nos anos seguintes, o espaço ficando pequeno, o Atelier foi transferido para  quadra 316 Sul. Ali, em contínua atividade, LÊDA criou o Clube dos Gravadores de Brasília, o Consórcio de Arte e Feiras de gravuras sempre muito concorridas.

Hoje seu atelier é montado em sua casa, num recanto acolhedor, junto ao jardim bem tratado e árvores floridas. Uma delícia. Na varanda tem sempre um cafezinho com pão de queijo ou sanduiches deliciosos preparados pelo seu escudeiro, o LuÍs.

Continua a produzir, ensinar e a reunir os amigos de sempre.

LÊDA CAMPOFIORITO SALDANHA DA GAMA nasceu em Niterói, Estado do Rio de janeiro. Sobrinha do mestre Quirino Campofiorito, cresceu entre obras de arte e artistas e  críticos.

Formou-se na Escola Normal, no Rio de Janeiro e cursou Professorado de Desenho na Escola Nacional de Belas Artes, no Rio de janeiro.

No fim da década de cinquenta casou-se com o diplomata Sergio Watson e passou a usar o nome artístico LÊDA WATSON.

Recém- casada foi, acompanhando o marido, para a Bélgica e depois França, onde, em Paris, cursou Gravura em Metal na École des Beaux Arts, com o mestre Friedlander, de quem tornou-se amiga pessoal.

LÊDA já expôs suas obras em todos os continentes e ministrou cursos em vários países, sempre com grande sucesso. Possui obras em acervos particulares, públicos , Museus e Galeria de arte, no Brasil e no Exterior.

Falar da arte de LÊDA é missão difícil. Enormes ou minúsculas placas de cobre se transformam em belíssimas obras de traço, manchas e cor. Usa com incrível maestria as ceras, o breu, a ponta seca, a cor. O resultado é sempre surpreendente e forte. Água-tinta, água-forte, verniz duro, verniz mole, banhos de ácidos, entintagem, impressão. Esta última é feita em uma preciosa prensa francesa, o xodó da LÊDA e seus alunos.

Vale a pena conhecer suas obras, algumas aqui reproduzidas ou em seu Atelier.

Uma opinião para “Lêda Watson”

  1. Euro C. Leal
    03/06/2016 at 21:22 #

    Merecia exposição na cidade do Rio de Janeiro.