Regina Motta

EDVARD MUNCH

EDVARD MUNCH
(Loten, 12 de dezembro de 1863- Ekely, 23 de janeiro de 1944.)

O mundo reverencia os 150 anos de nascimento de um dos mais notáveis artistas dos séculos XIX /XX. Foi o precursor do Impressionismo alemão, destacando-se como pintor, gravador e desenhista.


Edvard MUNCH nasceu em Loten, Noruega, porém logo a família mudou-se para Grünerlokka, bairro de Oslo onde passou a maior parte de sua sofrida infância. Perdeu a mãe aos 5 anos de idade, fato que o marcou profundamente. Outras tragédias o abalaram na juventude. Sua irmã mais velha morreu aos 15 anos de idade, a mais nova tinha graves problemas mentais e a outra, a mais nova, faleceu recém-casada. O próprio artista tinha a saúde bastante frágil. Tais sofrimentos levaram-no a desenvolver em suas obras temas sociais, com mulheres angustiada e cenas de morte e abandono.
MUNCH iniciou sua formação artística em Oslo, mas cedo partiu para Paris onde conheceu e se sentiu fortemente influenciado pelos impressionistas, notadamente Manet e Courbet.
O pensamento do conterrâneo Henrik Ibsen marcou sua formação intelectual.
Em 1892, aos 29 anos, deu o passo mais importante de sua carreira artística. Recebeu e aceitou o convite de expor seus trabalhos em Berlim. Lá iniciou uma série que intitulou “O Friso da Vida” que foi apresentada em espetáculo de dança, após sua morte. A série é composta de cenas que retratam a dureza da vida, suas angústias e frustrações com traços fortes em cenários coloridos. O tema é recorrente: rostos sem feições, figuras distorcidas onde fundos em cores vibrantes contrastam com atmosfera retratada de intensa dor.

Em 1893 iniciou a série de quatro obras intituladas “O Grito”, (Skrik) sendo a mais célebre datada deste ano. É uma impressionante figura em estado de desespero, numa ponte tendo ao fundo a doca de Oslofjord ao por do sol. O contraste da luminosidade do ambiente com a dor demonstrada pela figura é impressionante. Duas obras da série encontram-se no Museu MUNCH, uma na Galeria Nacional de Oslo e a última, arrematada em um leilão por um particular, é a obra mais cara do mundo vendida em leilão, em 2012.
Em Paris, em 1896, introduz-se com segurança na difícil arte da gravura. Numa época em que a técnica era severamente controlada, Munch consegue com sucesso introduzir importantes inovações.
Em 1910 na volta à sua terra natal não permanece em Oslo, residindo em Ekely, próximo da capital. Suas últimas obras, datadas de 1940, aos 77 anos, mostram de modo pungente toda a sua melancolia, solidão e o terror da doença e da morte. É dessa época o autorretrato intitulado “O relógio e a cama.”
Em Oslo está o belo Museu Munch atracão artística e turística da capital norueguesa.
Edvard MUNCH faleceu em Ekely em 23 de janeiro de 1944, aos 81 anos e está sepultado no alto da colina do Cemitério Var Frelsers Gralund, em Oslo.
REFERÊNCIAS:
Noruega-“Caderno Turismo”-Correio Braziliense-09/10/2013
EDVARD MUNCH-” Histoire Integrale de L´Art- L´Expressionisme”
Ed. Ambroisiane –Milan/ Italia
Fotos- Internet

Uma opinião para “EDVARD MUNCH”

  1. trail blazers
    01/11/2013 at 17:08 #

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