Cléa Sá

Daqui do meu canto.

1. Foi bonita e merecida a homenagem ao presidente João Goulart. Sempre acho que Jango foi muito injustiçado. Ele sempre lutou pelos trabalhadores e pelos interesses do país, na minha não tão modesta opinião. Disseram que foi covarde ao sair do Brasil em 1964 e se refugiar no Uruguai. Ele sempre disse que quis evitar mortes e uma possível guerra civil. Acredito nele.

2. Gostei da presidente Dilma ter evitado a criação de mais 188 municípios. Sempre me lembro da minha terra, Pedreiras, que foi perdendo seus distritos, Poção de Pedras, Igarapé Grande, Lima Campos e por último até a Tresidela. Agora o município de Pedreiras é só mesmo a cidade e olhe lá. Tenho tristeza disso. Pode até ter sido bom para certos distritos, mas esvaziou Pedreiras. Muitos distritos que se transformam em municípios não têm a menor condição: não têm renda para se manter, criam despesas para serem custeadas pelo Fundo de Participação de Municípios-FPM. É um desperdício de recursos sem fim.

3. Embora não tenha lido ainda, gostei de saber que Diálogos impossíveis”, de Luis Fernando Verissimo, e “As duas guerras de Vlado Herzog”, escrito por Audálio Dantas, foram os vencedores nas categorias Livros do Ano de Ficção e Não Ficção, respectivamente, da 55ª edição do Prêmio Jabuti.

4. Por falar em livros, estou encantada com a escritora canadense Alice Munro. Já li os contos de “Felicidade demais” e agora comecei “O amor de uma boa mulher”. Não sei se ela escreve parecido com Tchekcov porque não me lembro dos contos dele. Mas ela escreve bem mesmo. Vale conferir.

5. Minha irmã Ceiça me pergunta se ainda dá para acreditar no Brasil. Respondi apressadamente que sim. Ainda acredito. Mas por conta dessa pergunta vou começar a procurar as razões para essa minha crença.

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