Cléa Sá

Da tristeza das guerras e de outras mazelas

Daqui do meu canto

. “Quem quer que seja pode dizer o que quer que seja. Responde pelos excessos que cometer, mas não pode ser podado por antecipação”. Ministro Carlos Ayres Brito.

. Compartilhando este pensamento tão bem respaldado, considero uma tremenda injustiça nós pagarmos o imposto de renda dos senadores da República sobre os 14º e 15º salários que recebem desde não sei quando e vão continuar recebendo até nem sei quando, vez que a suspensão dessa regalia dorme em uma gaveta da Câmara de Deputados. A média do imposto que o Senado (nós) vai pagar por cada senador é de R$ 60 mil . Haja paciência.

. É triste ler as notícias sobre a guerra entre Israel e os palestinos. Bombardeios, atentados, morte de civis de ambos os lados. Evidentemente, dada à superioridade da força de Israel, morrem muito mais palestinos. Uma proporção indecente. Não gosto desses guerreiros do Hamas nem do premiê Netanyahu. Mas os povos lá estão gostando. Leio que há ganhos políticos para Netanyahu e  Enid Barak (os que chefiam a guerra)  em Israel e que o Hamas já desbancou completamente a Autoridade Palestina.

. Shimon Peres ganhou o Nobel da Paz em 1994, partilhando-o com Yasser Arafat, então líder da Organização pela Libertação da Palestina, e com  Yitzhak Rabin, um lutador pela paz no Oriente, assassinado por um radical de extrema direita em 1995. Lembre-se também que Barack Obama ganhou o Nobel da Paz em 2009. Vale o Nobel da Paz ou não? Trabalhem pela paz, vocês já ganharam o prêmio, ora!

. Segundo o que leio, morre mais gente num fim de semana em São Paulo que no conflito na faixa de Gaza; que a violência aqui está chegando perto da do México; que há um grande aumento da criminalidade em todos os países da América do Sul, devido aos cartéis que exploram drogas e tráfico de pessoas.

. O ministro da Justiça me lembrou do general Figueiredo, aquele que disse que “daria um tiro no coco se ganhasse um salário mínimo”. O ministro se suicidaria se fosse preso numa prisão brasileira. Por que não trabalhar para melhorar o sistema penitenciário brasileiro? Ou que tal um acordo diplomático com um país de primeiríssimo mundo? O país nos concederia vagas nas prisões de lá para nossos criminosos de colarinho branco e nós arranjáriamos empregos para os jovens de lá. E as prisões daqui ficariam como estão  e se destinariam apenas aos nossos criminosos negros, mulatos,  brancos, mulheres, desde que pobres. Aí tudo ficaria bem.

. Hoje não falei de flores. Não consegui. Desculpem a tristeza.

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