Cléa Sá

Curtas

. Dênis Moraes conta na biografia de Graciliano Ramos que ele ao traduzir A Peste de Camus fez grandes modificações. Considerava que Camus escrevia mal e assim resolveu melhorar o texto, cortar as excrescências. Corri pra ver quem era o tradutor do exemplar que eu tinha. Outra tradutora. Felizmente. Que me perdõe o mestre Graciliano. Mas que é engraçado, é.

. Não achei graça foi nas poemas do Michel Temer publicados na Folha deste domingo.  Mas deve ter quem goste. Se eu pudesse, diria a ele que pagar com Visa é bem melhor.

. Acho a situação atual da Venezuela muito parecida com a do Brasil quando da nova República. Tancredo Neves, eleito no colégio eleitoral,  adoece e não assume e  o vice-presidente, José Sarney,  também eleito, é quem preside a República. Uma pequena diferença é quanto ao vice-presidente que lá na Venezuela é indicado pelo presidente. Diferença de pouca monta. Aqui temos um mundo de suplentes que assumem cadeiras de deputadores, senadores sem praticamente terem tido votos. Lá como cá, são os interesses que governam, e alguns deles inconfessáveis. Mas deixa eu guardar a minha boca pra comer minha farinha, como diria o saudoso Stanislaw Ponte Preta.

. É triste ver  o crescimento da violência em nosso país. Brasília que já foi uma cidade tranquila, agora está fazendo um pouco de medo.  Muito crime, muita maldade. Dá vontade de nem saber das notícias. E como se pode explicar isso, uma vez que há emprego, há aumento de renda?

. Li uma notícia interessante, acho que no facebook:  ler poesia faz mais bem às pessoas que ler livro de auto-ajuda. Gostei. Assino embaixo.

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