Poesia

Um burro passa devagar, um cachorro passa devagar. Êta, vida besta, meu Deus! Drummond de Andrade e outros tantos…

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A Construção

Eles ergueram a Torre de Babel Para escalar o céu, Mas Deus não estava lá! Estava ali mesmo, entre eles, Ajudando a construir a torre. Mário Quintana

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Depois que partiste

Depois, senhor, que partiste, nada mais cuido a esta vida. Mudei, como a cheia lua: cada noite diminuo. De Zhang Jiuling (678-640) Fonte: Antologia da poesia clássica chinesa

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Lâmpada Marinha

As noites ficarão imensas. A tristeza das coisas será cada vez mais profunda. Agora passeias nos jardins intemporais. E aqui, as noites serão imensas e a solidão do mundo terá uma estatura infinita. Vejo-te desaparecendo, como arrastada por linhas divergentes Desfazendo-se misteriosamente como uma sombra, na tarde. Bruxuleias muito longe, lâmpada marinha, sob a última […]

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Poema de Sete Faces

Carlos Drummond de Andrade Quando nasci, um anjo torto desses que vivem na sombra disse: Vai, Carlos! ser gauche na vida. As casas espiam os homens que correm atrás de mulheres. A tarde talvez fosse azul, não houvesse tantos desejos. O bonde passa cheio de pernas: pernas brancas pretas amarelas. Para que tanta perna, meu […]

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Contrariedades

Cesário Verde Eu hoje estou cruel, frenético, exigente; Nem posso tolerar os livros mais bizarros. Incrível! Já fumei três maços de cigarros Consecutivamente. Dói-me a cabeça. Abafo uns desesperos mudos: Tanta depravação nos usos, nos costumes! Amo, insensatamente, os ácidos, os gumes E os ângulos agudos. Sentei-me à secretária. Ali defronte mora Uma infeliz, sem […]

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Poema

Vinde! Em redor da minha casa canta um riacho alegre como a primavera. Vereis talvez gaivotas, se o vento se levantar. Como jamais recebo visitas, não mando varrer as aléias do meu jardim. Pisareis num tapete de folhas. Tereis de desculpar-me pelo modesto almoço que vos ofereço, porque o mercado é muito longe. Acreditai que […]

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Poema

Não te amo como se fosses rosa de sal, topázio ou flecha de cravos que propagam o fogo: te amo como se amam certas coisas escuras, secretamente, entre a sombra e a alma. Te amo como a planta que não floresce e leva dentro de si, escondida, a luz daquelas flores, e graças a teu […]

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Pátria Minha

Vinicius de Moraes A minha pátria é como se não fosse, é íntima Doçura e vontade de chorar; uma criança dormindo É minha pátria. Por isso, no exílio Assistindo dormir meu filho Choro de saudades de minha pátria. Se me perguntarem o que é a minha pátria direi: Não sei. De fato, não sei Como, […]

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Damasco

Adonis   Damasco Caravana de estrelas no fundo verde Dois peitos de brasas e laranjas Damasco O corpo do amante no leito Como um arco – íris, como uma lua crescente Em nome da água Ele abre A garrafa dos dias Gira todos os dias Na tua órbita noturna Cai como uma vítima No teu […]

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Dois poemas de Murilo Mendes

Pré-história Mamãe vestida de rendas Tocava piano no caos. Uma noite abriu as asas Cansada de tanto som, Equilibrou-se no azul, De tonta não mais olhou Para mim, para ninguém! Cai no álbum de retratos. SOLIDARIEDADE Sou ligado pela herança do espírito e do sangue Ao mártir, ao assassino, ao anarquista. Sou ligado Aos casais […]

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